No dia 8 de Março – e todos os dias – o Projecto Saúde Materna Moçambique-Canadá levanta a sua voz em solidariedade com todas as mulheres e raparigas, em toda a sua diversidade, força e coragem, em todo o mundo. No Dia Internacional da Mulher, este ano, pensamos especialmente em mulheres e raparigas das zonas de conflito, vítimas da instabilidade política no norte de Moçambique, na Etiópia, Sudão, Ucrânia, Afeganistão, entre muitos outros lugares, e a violência contínua do colonialismo e racismo que afectam as mulheres e raparigas Indígenas e racializadas no Canadá e além.

Olinda à esquerda fazendo uma visita domiciliária à uma senhora membro da comunidade e seu bebé recém-nascido.

Em meio a essa luta, queremos reconhecer a liderança inspiradora das mulheres em nossas próprias comunidades parceiras na província de Inhambane, que incorporam a esperança de que todas precisamos. A Olinda Faduco, Presidente do Comité Comunitário de Saúde do Bié, Morrumbene, é uma dessas líderes. Apesar das crenças profundamente enraizadas em grande parte da zona rural de Moçambique, a Olinda desafia preconceitos sexistas sobre a superioridade masculina para orientar seu comité de saúde e membros da comunidade por meio de discussões difíceis sobre a necessidade de igualdade de género em busca de saúde materna e neonatal fortalecida. A Olinda continua desafiando processos de aprendizagem através da demonstração do que é possível. Ela baseia-se no conhecimento e experiência de seus vizinhos para galvanizar apoio para o micro projecto comunitário – uma moageira, que reduz o trabalho físico, muitas vezes, realizado pelas mulheres; aumenta o acesso aos alimentos para as mulheres e suas famílias; e gera renda para iniciativas de saúde na comunidade – e garante que as mulheres estejam plenamente envolvidas. E ela promove a resolução criativa de problemas com foco no fortalecimento dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e raparigas, aconselhando as mulheres e raparigas ao longo do processo.

O tema da ONU Mulheres neste ano é “Igualdade de género hoje para um amanhã sustentável”. Certamente, em nossas vidas e paisagens individuais, todos temos exemplos de mulheres e raparigas que trabalham para esse futuro à distância, mas em espírito com, a Olinda. Esta vai para cada uma dessas mulheres corajosas.

Viva!